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Jurassic Press: Dinossauros de papel conseguirão sobreviver em um mundo digital?

2013 , , , , , ,

Há muito tempo se fala sobre o fim da mídia impressa. Como será o futuro dos informativos periódicos que fazem parte de nossas vidas por tanto tempo? Apesar da longa existência deste meio (desde a Roma Antiga já existem, no formato de boletins de anúncios do governo exibidos em locais públicos e esculpidos em metal ou pedra), as novas gerações vem reduzindo o consumo ano após ano, migrando para o mundo digital.

Paper Age: curta do designer alemão Ken Ottmann prevendo a destruição do meio impresso devido aos equipamentos eletrônicos de consumo de conteúdo.

A cada novo meio de comunicação que surge, o debate sobre o termino dos jornais retorna. Seria o rádio o substituto do jornal? Ou poderá a televisão exterminar este meio? Em ambos os casos, a mídia impressa conseguiu coexistir. Porém com a internet, que preserva uma forma de organização do conteúdo similar ao jornal, acrescentando o conceito de hiperlinks, surgiu uma ameaça real. Mais recentemente,  com o lançamento do primeiro tablet “popular” em 2010, a experiência de portabilidade do jornal passou a ser replicada através da prancha digital móvel.

Os jornais e revista também correram atrás de se reinventar. Além de irem para a internet com portais de notícias e com modelos de assinatura digitais, no meio impresso trabalham com layouts próximos da estética da internet, inclusive criando conexões entre notícias e seções similares ao conceito de hiperlinks.

Porém este modelo já é questionado a algum tempo. De acordo com os dados do IVC, que audita cerca de cem títulos no Brasil, inclusive publicações não diárias, o mercado de jornais cresceu 1,8% no ano passado. Porém quando olhamos para outras realidades, vemos um cenário pessimista. O “Financial Times”, jornal britânico, irá reduzir a sua equipe em 25 profissionais (dos atuais 600), segundo documento interno obtido pela imprensa britânica. Pelos planos, haverá um corte de 35 jornalistas e a contratação de dez, todos para a área digital, uma das prioridades do jornal.

Em 2010 vimos o “Jornal do Brasil”, tradicional jornal fundado em 1891, migrar totalmente para o formato digital, abandonando a versão tradicional impressa. O mesmo caminho seguiu a revista americana “Newsweek” no final de 2012.

Do outro lado, em fevereiro de 2011 foi criado o primeiro periódico diário apenas para tablet, algo que poderia representar o futuro destas publicações. “The Daily” foi um fracasso de vendas, sendo encerrado no final de 2012, menos de 2 anos de seu lançamento. Segundo o CEO da News Corp, Rupert Murdoch, ele “não encontrou rapidamente a audiência necessária para que o modelo do negócio fosse sustentável”.

Outro desafio é de como incentivar pessoas na imersão em um conteúdo extenso em uma geração onde a dispersão é uma das características, fruto do crescimento de estímulos visuais. O jornal “Tokyo Shimbun” criou, o aplicativo de realidade aumentada com o objetivo de transformar o hábito de leitura dos filhos de seus tradicionais leitores.

Usando realidade aumentada para dar vida ao texto, o usuário só precisa apontar a câmera do celular em cima das marcações do jornal, e com isso personagens digitais interagem com o conteúdo. Realidade aumentada já foi utilizada muito na interação entre o impresso e o digital, porém está é uma das primeiras vezes que foi aplicada em conteúdo editorial.

Case do jornal Tokyo Shimbun

Estes diversos exemplos mostram que hoje o caminho está aberto para preservação deste meio. Jornais são ainda uma ótima fonte para ter conteúdos atualizados e densos, diferente do meio digital que, muitas vezes, se perde em uma certa superficialidade. Porém o grande questionamento para garantir ou não a sua sobrevivência é o perfil desta nossa geração “google”. Teremos uma geração focada em discursos superficiais ou ainda existe espaço para profundidade? Não é o tablet, o computador ou qualquer outro meio que determinará a extinção dos jornais. Quem pode ser o meteoro mensageiro do fim é o seu humano e sua busca por conhecimento. E, infelizmente, vivemos uma realidade onde o conhecimento está cada vez mais superficial.

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